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História

Terra de pescadores e lavradores, "manteve-se" nestas lides desde o século XVI até finais do século XIX. Salvador de Matosinhos, freguesia do concelho de Matosinhos, foi palco da maior evolução urbana do Grande Porto. Uma evolução que foi sobretudo, acompanhada da construção do porto de Leixões e consequente, concentração industrial nas áreas alimentar, metalomecânica, construção civil, construção naval, petroquímica, transformadoras e derivados, conserva de peixe, panificação, óleos alimentares, entre outras. Esta aproximação com a urbe portuense e suas interligações, particularmente económicas, contribuíram para esse progresso. Um conjunto de condições que permitiram um desenvolvimento sustentado, mesmo a nível comercial nomeadamente de restauração, desta freguesia.

A freguesia de Matosinhos integra o conjunto de dez que constitui o concelho do mesmo nome. Concelho este, situado na margem esquerda do rio Laça, à beira-mar plantado, a oito quilómetros do centro do Porto. A localidade propriamente dita tem como vizinhas a Norte a freguesia de Laça da Palmeira com quem "partilha" o porto de Leixões e com a materialização dessa separação na ponte móvel; faz fronteira a Oeste com o Oceano Atlântico; a Este, Senhora da Hora; e a Sul com a cidade do Porto.

Freguesia marítima, de clima ameno não lhe faltam exlibris para ser visitada, inclusivamente a praia de Matosinhos e as festas e romarias de que é palco anualmente, atraindo milhares de visitantes. Muito conhecida como sendo cidade de arquitectos, a freguesia de Matosinhos em particular, apresenta um conjunto de obras atribuído a conhecidos e reconhecidos autores de arquitectura contemporânea como as Casas ao Sul do Porto de Leixões (Arq. Souto Moura); Paços do Concelho (Arq. Alcino Soutinho) e o Palácio da Justiça e a Urbanização das Sete Bicas (Quinta Seca), obras do Arq. Pedro Ramalho. A arquitectura faz uma cidade, marca e caracteriza uma freguesia, por mais pequena que seja. Matosinhos não foge à regra: tradicional, pela recuperação e manutenção de edifícios de outros séculos, conjuga-se na perfeição com o evoluir dos tempos e com o inevitável progresso do património edificado. 0 porto de Leixões continua a ser palco de considerável movimento de cargas e descargas, onde os produtos petrolíferos ocupam lugar de destaque. E muito ajuda a proximidade com o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, com Galiza e com o interior norte. As acessibilidades a Matosinhos fora-se modernizando com o tempo, sendo servida pela EN 107 e agora pelo tão desejado metro ligeiro à superfície, não esquecendo a conclusão da ligação da 1134.

Matosinhos está diferente, mas não parará por aqui, agora integrado no programa Polis.

Programa Polis

Matosinhos e todo o concelho em geral, foram abrangidos pelo programa Polis.

De um conjunto de equipamentos que a marginal Matosinhense poderá usufruir ainda só está concluído o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental que terá no futuro, uma vertente pedagógica muito importante, assegurando o acompanhamento dos processos da área ambiental integrados nas diversas áreas de Intervenção Polis em Matosinhos. Outra área "consagrada" é a envolvente ao Monumento do Senhor do Padrão, localizado junto ao molhe Sul de Leixões e considerado Monumento Nacional por ser uma referência histórico-cultural inquestionável da cidade. O projecto consiste na criação de um espaço verde aberto e de utilização pública.

Um dos pontos fulcrais da intervenção do polis reflecte-se no Passeio Atlântico, projecto que irá consolidar a ligação harmoniosa entre as cidades do Porto e de Matosinhos. A avenida marginal de Matosinhos, constituir-se-á em 2Km, a iniciar na Av. General Norton de Matos e a terminar já no Porto, na Av. Montevideu. Ao longo desta faixa, "pretende-se" um reordenamento da costa nas vertentes urbanista e paisagista.

Souto Moura assina alguns dos projectos que irão ser edificados junto à praia, destacando-se o Centro de Apoio a Actividades Naúticas, o Centro de Animação e Diversões, a futura piscina e Restaurantes. Contributos imprescindíveis e marcantes à vertente lúdica da freguesia e de todo o concelho Matosinhense.

Em pleno séc. XI, ainda Portugal não existia, e esta freguesia já surgia com o nome de Matusiny ou Matesinus, uma das villas romanizadas. Fez parte da freguesia de Sandim, sede e julgado de Bourgas. Matosinhos tem uma singular história ligada a religião e ao mar. No ano de 1542, o lugar de Matosinhos tinha já adquirido um grande desenvolvimento, fazendo com que a Igreja Matriz fosse transferida para o local onde se encontra hoje. Em 1909 deixaria de ser designado de Bouças para passar a ser definitivamente Matosinhos.

Assim sendo, em 1833 com a organização administrativa de todo o país, Matosinhos foi integrada no concelho de Bouças, juntamente com outras freguesias como Leça da Palmeira, Lavra, Perafita, S. Mamede Infesta, entre outras. A Vila de Bouças, elevada a essa categoria em 1836, ficou sedeada no lugar da Senhora da Hora, até que em 1853 se criou a Vila de Matosinhos (constituída por Matosinhos e Leça), passando a ser a cabeça do concelho.

A 6 de Maio e a pedido da Câmara Municipal de Bouças, foi criado o concelho de Matosinhos. Já em 1984, Matosinhos era elevada a cidade. Uma história secular ligada à do antigo Mosteiro de Bouças e da imagem do Bom Jesus, esculpida por Nicodemus, uma das mais antigas e de maior tradição em toda a cristandade, e ao qual são atribuídos numerosos milagres.

Matosinhos tem crescido de uma forma indiscutível. Este progresso fica-se a dever à grande indústria e a uma numerosa classe piscatória. A construção do porto de Leixões veio comprovar este crescimento, "arrastando" o estabelecimento de grandes fábricas e armazéns. A freguesia de Matosinhos tornou-se num grande centro de actividade e a sua situação de freguesia atlântica, com excelentes vias de acesso, muito próximas do aeroporto, tornou-se o porto de abrigo de várias carreiras de navegação internacionais, proporcionando a Matosinhos um intenso intercâmbio comercial com o resto do pais e com o estrangeiro.

Toda esta importância e desenvolvimento advém do porto de pesca, que é um dos mais movimentados do país. Esta intensa actividade permitiu que se instalasse na freguesia de Matosinhos a indústria conserveira.

Actualmente, freguesia em constante crescimento e evolução, com existência própria anterior à da criação da própria nacionalidade portuguesa, Matosinhos é agora muito diferente mas será sempre terra ligada ao mar e do qual retira o seu principal sustento.

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Consulta Pública
Está em consulta na Junta de Freguesia o Estudo de Impacte Ambiental da linha do metro do Campo Aleg...
 

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