Matosinhos em geral, é um convite ao lazer, de quem é sua terra natal ou para quem a visita. No seu global, é dotada de uma dinâmica e diversidade ao nível cultural, desportivo, social, paisagístico e patrimonial bastante rica. Possui um conjunto de equipamentos que proporcionam um conjunto de actividades lúdicas que os matosinhenses e não só, muito apreciam.
No entanto, a vida em Matosinhos vai pela noite dentro. Havendo a opção de se jantar em excelentes restaurantes e apreciar os mais variadíssimos e saborosos mariscos e depois, "vida nocturna" não falta. Pode "partir" para um bom ritmo de música e dança que Matosinhos lhe proporciona com os seus bares e discotecas. As festas e romarias que se realizam anualmente na freguesia de Matosinhos são a expressão dos habitantes da sua devoção aos santos, apelando às bênções para momentos difíceis. Uma conjunção do religioso e do profano, onde também não falta convívio e diversão. A Festa do Senhor de Matosinhos é o momento alto entre as romarias do concelho. Decorre durante os meses de Maio e Junho e prolonga-se por quase três semanas de festividades religiosas e actividades lúdicas, culturais e desportivos. Milhares de lâmpadas iluminam o espaço da festa e a própria Igreja do Bom Jesus de Matosinhos, com os altares repletos de flores.
Festa do Mártir S. Sebastião, padroeiro dos pescadores, tem como ponto alto a procissão que sai da Igreja Matriz até à Doca Pesca. Os pescadores pedem ao seu santo padroeiro um mar farto e seguro.
A Feira dos Golfinhos realiza-se diante dos Paços do Concelho, no Jardim Basílio Teles, inicialmente, vista como feira de antiguidades, é hoje cenário para coleccionadores, de todo o tipo de objectos, antigos e modernos.

Igreja do Bom Jesus de Matosinhos
No séc. XVI iniciou-se a construção deste notável imóvel de traça renascentista, que tem sido objecto de inúmeras alterações até à actualidade. Destacam-se, no séc. XVIII, as intervenções de Luís Pereira da Costa, famoso entalhador setecentista, a quem se devem as obras de remodelação e acrescento da capela-mor e as de Nicolau Nasoni para o restauro da igreja. A notável combinação de volumes, estruturas e pormenores compositivos acentuam o aspecto cenográfico da fachada principal, desenhada de forma a acentuar a horizontalidade da construção e as características barrocas ao gosto nasoniano. São de admirar as duas torres sineiras, o frontão quebrado, a porta principal decorada com medalhão, no qual se insere uma concha de vieira e os dois nichos laterais que contêm as estátuas de S. Pedro e S. Paulo. No espaço interior, dividido em três naves, destaca-se o imponente altar-mor de talha dourada, que integra na parte central um nicho com imagem de Cristo crucificado, atribuída aos séc. XII / XIII. Trata-se de uma escultura em madeira oca, com cerca de dois metros de altura e extremamente curiosa, dada a assimetria simbólica do olhar, já que o olho esquerdo se dirige para o Céu e o direito para a Terra, numa clara simbiose entre Deus e o Homem.
A história da freguesia de Matosinhos entronca na do desaparecido Mosteiro de Bouças onde se venerou, durante séculos, a imagem do Bom Jesus de Bouças. No séc. XVI, face à ruína do mosteiro a imagem foi transferida para uma nova igreja que foi construída no lugar de Matosinhos. A sua construção iniciou-se em 1542 por iniciativa da Universidade de Coimbra a quem D. João III tinha concedido o padroado de Matosinhos. Para realizar esta obra foi inicialmente contratado João de Ruão, tendo a obra sido posteriormente completada por Tomé Velho.
No séc. XVIII a crescente importância da devoção ao Senhor de Bouças, particularmente entre aqueles que demandavam as terras do Brasil, vai levar à realização de grandes obras de ampliação da primitiva igreja, que ficaram a cargo do arquitecto italiano Nicolau Nasoni.

Senhor do Padrão
Datado do século XVIII e conhecido também por “Senhor do Espinheiro” ou “Senhor da Areia”, assinala o local onde, segundo a lenda, apareceu a imagem do Bom Jesus de Bouças, mais tarde conhecida por Senhor de Matosinhos.
Monumento de fortíssimo impacto visual até inícios do século XX, este zimbório encontrava-se isolado no meio do areal da “Praia do Espinheiro” sendo visível a muitos quilómetros de distância quer do lado da terra quer do lado do mar.
Não obstante o “Senhor do Padrão” ter perdido, na sequência do desenvolvimento dos últimos 100 anos, muito do seu impacto visual, continua a ser uma importante referência para a cidade e para a comunidade piscatória. Com efeito muita da devoção religiosa dos pescadores de Matosinhos e suas famílias materializa-se junto a este monumento, sendo disso exemplo o dia 1 de Novembro quando o monumento se vê rodeado por milhares de velas que ardem em memória dos pescadores mortos no mar.
Classificado como Monumento Nacional (Decreto-Lei nº 129/77 de 29 de Setembro).

Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Em 7 de Dezembro de 1990, a Biblioteca Municipal passou a chamar-se Biblioteca Municipal Florbela Espanca, poetisa alentejana. nascida em Vila Viçosa, que viveu os últimos anos da sua vida em Matosinhos, onde faleceu aos 36 anos de idade. A Biblioteca possui da escritora uma razoável colecção de documentos, que devem, naturalmente, fazer parte do Fundo Local.
A 9 de Maio de 2005 foi inaugurado o edifício da nova Biblioteca e ”Centro Cultural”, da autoria do arquitecto Alcino Soutinho, passando assim a funcionar neste local a Biblioteca Municipal Florbela Espanca, a Galeria Municipal e o Arquivo Histórico. A transferência para este espaço permite oferecer aos utilizadores e funcionários da Biblioteca, espaço e condições de fruição dos serviços e de realização de outras actividades, e também de condições de trabalho que já se tinham tornando bastante limitadas no edifício do Palacete de Trevões. Assim, a Biblioteca Florbela Espanca, objectiva a adaptação a uma nova realidade, melhorando os serviços prestados à população e tornando-se o centro de uma rede concelhia, através do projecto de criação de pólos de leitura nas diversas freguesias, compromisso assumido com a assinatura do contrato-programa com o IPLB de apoio a construção e montagem da biblioteca.
A Biblioteca Florbela Espanca integra a rede nacional de leitura pública, e como tal assume os fins e objectivos do Manifesto da UNESCO, documento orientador do papel das bibliotecas desta tipologia:
Fins e Objectivos: educação, cultura e conhecimento para todos; promoção do livro e da leitura, mas também das novas tecnologias; conservar, valorizar e difundir o património escrito, especialmente o relativo ao fundo local; fornecer documentos relativos a vários domínios de actividade; difundir informação actualizada e em vários suportes.
Serviços: leitura de presença (periódicos, sala de adultos/fundo local, infantil e juvenil, audiovisual), empréstimo domiciliário (excepto Obras de Referência, Fundo Local, Periódicos e Obras devidamente identificadas), fotocópias, acesso Internet, animação da leitura, biblioteca itinerante.
Suportes: livros, áudio, audiovisuais e multimédia.
Os serviços que presta constam do Regulamento da Biblioteca Municipal Florbela Espanca, documento aprovado em reunião de Câmara e em Assembleia Municipal.
5 Pessoas na equipa técnica
4 Técnicos Superiores de Biblioteca e Documentação
l Técnico Superior Relações Públicas
12 Técnicos Profissionais de Biblioteca e Documentação
l Auxiliar Técnico de Biblioteca e Documentação
l Assistente Administrativo
l Auxiliar Técnico de Museografia .
O FUNDO DOCUMENTAL
A biblioteca conta actualmente com um acervo de aproximadamente 77.000 monografias, 280 periódicos, 3200 documentos áudio, 100 audiovisuais. Das 77.000 Monografias que a biblioteca possui cerca de 35.000 encontram-se em processo de catalogação retrospectiva. Destas muitas estão naturalmente desactualizadas, mas outras constituem importante e valioso espólio da Câmara de Matosinhos, designadamente as colecções de arte e os fundos antigos.
Os documentos, em livre acesso, encontram-se distribuídos pelas diferentes áreas e organizados segundo a Classificação Decimal Universal (CDU).
A REDE CONCELHIA DE LEITURA PÚBLICA
Esta rede conta no presente com uma Biblioteca Anexa na freguesia de S. Mamede e com a Biblioteca Itinerante.
A Câmara de Matosinhos pretende dar continuidade a este projecto com a criação de mais anexos ou pólos em outras freguesias ou locais do município de acordo com o número e distribuição dos seus habitantes.
A Biblioteca Anexa de S. Mamede de Infesta a funcionar em dois pisos do edifício da nova centralidade, possui tal como a biblioteca central, serviços de leitura de presença e empréstimo domiciliário destinados ao público infanto-juvenil e adulto, periódicos, fundo-local, fotocópias, Internet, animação da leitura através da Hora do Conto, que se vem realizando aos sábados de manhã.

Anémona
Uma espécie de rede de pesca suspensa de um mastro inclinado que se ergue a uma altura de sessenta metros, eis a obra de arte que a escultora americana Janet Echelman concebeu e está colocada, desde 2002 bem no centro da Praça Cidade do Salvador, à entrada de Matosinhos. Este inovador objecto artístico veio substituir a onde artificial que o arquitecto Eduardo Souto Moura tinha projectado para o mesmo local.
Foram as tradições piscatórias de Matosinhos que inspiraram a artista norte-americana, que usa frequentemente no seu trabalho materiais e métodos artesanais colhidos na comunidade envolvente, o caso da rede, criada nas mesmas fábricas onde ganham vida os instrumentos de trabalho dos pescadores locais. Oscila ao vento, procurando-se um especial efeito estético no jogo de sombras transmitido ao pavimento e ao espelho de água que existirá na base, bem como nas luzes artificiais que deverão funcionar à noite.
A altura máxima da rede não excede os 25 metros, o mastro em que se apoia ultrapassa os edifícios residenciais das imediações, cuja altura não vai além de 40 metros. Em dias normais, pretende-se que, dos três pontos cardeais com acesso terrestre, o mastro seja visível à distância de um quilómetro.

Porto de Leixões
Da autoria de Nogueira Soares, o projecto do Porto de Leixões veio a revelar-se uma das maiores obras de engenharia civil do século XIX. A construção do porto de abrigo arrancou em 1884 e terminou em 1895. Já no início do século XX, foi discutida a necessidade de transformar o Porto de Leixões num porto comercial, uma intenção concretizada em 1940 com a conclusão da doca nº1. Nos anos seguintes foram construídas as docas 2 e 4, o cais do pescado e terminais de contentores e petroleiros. Na década de 80, mais concretamente em 1984, foi edificada a bacia que sustenta em cada um dos seus molhes os chamados Titãs.
O Porto de Leixões é a maior infraestrutura portuária do Norte de Portugal e uma das mais importantes do País. Com 5 Km de cais, 60 ha de terraplenos e 120 ha de área molhada, Leixões dispõe de boas acessibilidades marítimas, rodoviárias e ferroviárias, bem como de modernos equipamentos e avançados sistemas informáticos de gestão de navios.
Representando 25% do Comércio Externo Português por via marítima e movimentando 15 milhões de toneladas de mercadorias por ano, Leixões é um dos portos mais competitivos e polivalentes ao nível nacional, já que passam por Leixões cerca de 3 mil navios por ano, e todo o tipo de cargas, das quais se destacam: Têxteis, Granitos; Vinhos; Madeira; Automóveis; Cereais; Contentores; Sucata; Ferro e Aço; Álcool; Aguardente; Açucares; Óleos; Melaços; Produtos Petrolíferos e ainda Passageiros de Navios de Cruzeiro.
A movimentação de mercadorias em Leixões é efectuada, quase na íntegra, por empresas concessionárias, que possuem os mais modernos equipamentos. A Autoridade Portuária assegura os serviços de Pilotagem, Reboque e Amarração dispondo de meios e equipamentos adequados.
Beneficiando de uma localização estratégica, de um hinterland rico em Indústria e Comércio, o Porto de Leixões tem uma posição privilegiada no contexto do sistema portuário europeu. Opera 365 dias por ano, com altos níveis de produtividade e com reduzido tempo de permanência dos navios no cais, usufruindo de uma barra permanentemente aberta ao tráfego portuário, sem restrições de acesso por efeito das marés.
NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS
A construção de um novo Terminal de Cruzeiros é um projecto em que a APDL aposta para dinamizar a indústria de cruzeiros na região Norte de Portugal.
O novo Terminal localiza-se no Molhe Sul, a apenas 3 Km da cidade do Porto e contempla:
Novo Cais para Cruzeiros
Comprimento do cais: 340 m
Fundos: - 10m (Z.H.L.)
Comprimento máximo dos navios: 300 m atracação
Pilotagem obrigatória (para entrada e saída)
Sem limites de estadia
Certificação conforme ISPS
- Estação de Passageiros, situada no edifício central do complexo, com diversas valências para navios em escala, ou que efectuem embarque/desembarque de passageiros. Sem limite de capacidade para passageiros em transito e com capacidade para 2.500 passageiros em turnaround (embarque e desembarque). (disponível a partir de 2013)
- Um Cais Fluvio-marítimo para acostagem de embarcações que proporcionem itinerários turísticos no rio Douro;
- Um Porto de Recreio Náutico para 170 embarcações e respectivos serviços mínimos de apoio às embarcações, espaços de conveniência e funções de apoio aos tripulantes e navegantes;
- Estacionamento para autocarros e viaturas ao longo do molhe e estacionamento interior.
Neste edifício está prevista a localização dos Departamentos de Produção de Ciência (gabinetes e laboratórios experimentais) e de Divulgação Científica do futuro Parque de Ciência e Tecnologias do Mar.
Este é o maior Projecto de sempre de abertura do Porto de Leixões à cidade, que virá aumentar a capacidade do Porto de Leixões em receber maiores navios cruzeiro, pronto a operar em 2011!
As obras de construção do novo cais do Terminal de Cruzeiros já se iniciaram, tendo como previsão de conclusão o primeiro semestre de 2011.
Prevê-se o lançamento do concurso para a construção do edifício do novo Terminal em 2010 e a conclusão da obra em 2013.

Paços do Concelho
Um equilibrio perfeito.
O edifício dos Paços do Concelho, inaugurado a 8 de Dezembro de 1987, é um emblemático exemplo da arquitectura contemporânea portuguesa cuja singularidade tem sobressaído e constituído uma fonte de admiração aqui e além fronteiras.
Nascido da necessidade de criação de um novo espaço de trabalho para dar resposta à exiguidade do edifício da Rua Brito Capelo, o novo edifício dos Paços do Concelho conseguiu conciliar, de forma feliz, a estética e a funcionalidade.
Mário Maia, primeiro presidente eleito da Câmara, deu os primeiros passos de um longo processo com final feliz. Narciso Miranda impulsionou a construção e, desde a primeira hora, mostrou a vontade e a coragem para construir em Matosinhos um edifício belo, funcional e moderno, capaz de representar o melhor do Poder Local do Pós 25 de Abril e de ser a casa de todos os matosinhenses.
Uma grande obra diante da qual, apesar do tempo percorrido, não nos é possível ficar indiferente. O bom gosto, a harmonia dos espaços, a simplicidade das linhas e das formas, a volumetria, o pormenor do grafismo mostram, efectivamente, a existência de um equilíbrio perfeito entre a estética e a funcionalidade.
Por detrás deste grande marco, que domina a paisagem de Matosinhos, está Alcino Soutinho e a equipa por ele liderada. Do exterior ao interior do edifício, nada foi deixado ao acaso! Narciso Miranda percebeu que este era, de facto, o melhor projecto e por isso enquanto Presidente do Júri, usou o seu voto de qualidade. E escolheu bem!
Matosinhos orgulha-se da sua Câmara Municipal: das visitas de turistas vindos dos quatro cantos do mundo, ávidos de conhecer cada pormenor, cada recanto, de fotografar, de gravar na memória, de simplesmente fruir de uma obra de arte; das crianças que brincam entre os pilares da fachada central; dos cidadãos que descobrem todos os dias pormenores de rara beleza quando caminham pelos corredores do edifício; das entidades oficiais que nos visitam e se encantam com a grandeza e a amplitude do Salão Nobre.

Capela de Santo Amaro
A 13 de julho de 1884 tinham início as obras de construção do porto de Leixões. Durante as décadas seguintes, e muito especialmente entre 1932 e 1953, a edificação desta estrutura portuária, bem assim como todos os arranjos urbanísticos envolventes, acabaram por fazer desaparecer a foz e o estuário do rio leça e ditar profundas alterações na fisionomia das zonas ribeirinhas de Matosinhos e Leça da Palmeira.
Com a construção das docas de Leixões, que deram lugar ao maior porto artificial do país, desapareceram para sempre quarteirões inteiros, casas, jardins e praças públicas, um antigo mercado, estátuas, capelas, cinco pontes, lavadouros públicos, praias fluviais onde permaneciam dezenas de barcosde pescas tradicional e muita da memória urbana do que fora Matosinhos desde a Idade Média até ao início do século XX. Estas transformações na paisagem ribeirinha da povoação foram particularmente evidentes entre 1932 e 1940, na sequência da abertura da doca nº1 (projecto dos Engºs Adolpho Loureiro e Santos Viegas), a que se somaria a edificação do Mercado de Matosinhos entre 1948 e 1953 (projecto de ARS - Arquitectos) e os arranjos de acesso à ponte móvel, aberta ao trânsito em 1959.



